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Grandes bancos apertam concorrência
Em 30 de novembro, o Conselho Monetário Nacional disse que vai adotar gradualmente e não de uma vez só, o que antes estava previsto para acontecer em janeiro, a regra que muda a contabilização das operações de cessão de carteira de crédito, pela qual bancos só poderão registrar parte da venda de carteiras como lucro. Atualmente, os bancos podem registrar toda a receita assim que vendem uma carteira. Caso o empréstimo seja pago antes do prazo, a instituição tem que transformar em prejuízo as receitas já contabilizadas e que não vão se concretizar.
A regra alimenta um fenômeno conhecido como “bicicleta”: os bancos são obrigados a aumentar o crédito todo trimestre para recuperar esse prejuízo que não era conhecido quando a carteira de crédito foi vendida, disse Roberto Troster, ex-economista- chefe da Federação Brasileira de Bancos e agora diretor da Delta Consultoria.
“É chamado de bicicleta porque você não pode parar de pedalar”, disse ele. “Você começa cada ano com uma perda, então precisa de mais e mais lucro para compensá-la.”
Sabba, da Máxima, disse que o risco de tentar competir com os bancos grandes não compensa. “Como deu o que deu com alguns bancos pequenos, mostra que consignado não é lugar para banco pequeno”, disse ele.
“Quando os bancos grandes entram no mercado, como no consignado, as margens diminuem, e você teria que crescer com muito risco para não ganhar muito dinheiro. Por isso saímos.”
Bloomberg